Segurança
As modernas etiquetas
RFID representam a evolução da tecnologia e do baixo custo
da computação embarcada. Além disso, têm
o tamanho de um grão de arroz e possuem lógica embutida,
elementos acoplados e memória. Entretanto, apesar de apresentar
grandes progressos na vida cotidiana das pessoas, tal teconologia pode
trazer grandes problemas aos seus usuários.
As etiquetas RIFD
possuem um grande problema: não contém nenhuma rotina
ou dispositivo para proteger seus dados. Mesmo as etiquetas passivas,
que tem raio de ação de poucos metros, podem sofrer interceptação
e extravio de suas informações. Pensando em etiquetas
ativas, o problema torna-se bem mais crítico.
Se a tecnologia
RFID realmente tomar as proporções esperadas, toda pessoa
terá etiquetas em seus objetos e até em seu próprio
corpo. Assim, dados pessoais poderão ser obtidos por qualquer
pessoa que tiver em mãos uma leitora RFID. Para que isso não
ocorra, soluções já vêm sendo estudadas e
testadas.
Desafios
atuais
Embora nos últimos
anos tenha havido avanços consideráveis na tecnologia
utilizada para o RFID, diversos desafios ainda se mostram reais para
uma ampla expansão desta tecnologia. Estes desafios se concentram
muito na aplicação que é feita do dispositivo,
sendo que para determinados usos a tecnologia está razoavelmente
consolidada, enquanto que para outros ainda deve ser desenvolvida. Os
que se sobressaem são:
preço: embora
atualmente os preços destes dispositivos estejam competitivos
a ponto de substituir inclusive códigos de barra em produtos,
para produtos de baixo valor (e baixo lucro) esta substituição
não se mostra vantajosa (por isso a tendência é
esta substituição primeiro em produtos de alta margem
de lucro). Este é apenas um exemplo dentre as aplicações
imaginadas (e ainda não imaginadas) de onde o preço
da tecnologia ainda deve cair.
poder de processamento
e fornecimento de energia: para dispositivos com RFID ativo, o tempo
de vida da bateria ainda é um problema. De fato, este é
um problema generalizado entre os dispositivos móveis, sejam
computacionais ou não. A curta duração da carga
das baterias atuais limita o desenvolvimento de novos dispositivos
e aplicações, pois estes requerem mais poder de processamento,
que por sua vez requer maior fornecimento de energia. Para dispositivos
com RFID passivo, embora eles sejam energizados no momento da utilização
pelo leitor, a carga obtida por esta energização é
proporcional à distância que este se encontra do leitor,
de modo que quanto mais distante menor a carga obtida. Isto também
limita o desenvolvimento de novas aplicações, obrigando-as
a ficarem mais próximas do leitor para receberem a carga apropriada
para o processamento, o que pode fugir completamente do propósito
da aplicação.
distância
do leitor: independentemente do problema de poder de processamento,
algumas aplicações podem requerer que a identificação
de dispositivos com RFID seja feita a muitos metros de distância,
o que ainda não é suportado.
miniaturização:
embora pequenos o suficiente para serem colocados em etiquetas, algumas
aplicações podem necessitar de dispositivos RFID imperceptíveis
à visão e ao tato, para permitir sua total integração
à rotina das pessoas. Outras podem requerer um alto número
de dispositivos no mesmo local, de modo que o tamanho atual dos dispositivos
inviabiliza esta acumulação.
Futuro
do RFID
Foi previsto para
que no ano de 2010 a tecnologia de RFID tenho investimentos de mais
de 3 bilhões de dólares (estimativa feita pela Gartner
- pesquisadora e análises de informações de indústrias
de tecnologia). O vice-presidente menciona que não está
correlacionado o uso de código de barras com o uso de etiquetas
de RFID, ou seja, não é porque o código é
usado intensivamente que esta nova tecnologia também será.
A tecnologia de RFID será impulsionada pelo fato de que em devidos
lugares era impossibiltada o uso de código de barras e a distribuição
em larga escala pelos setores emergentes será evidenciada em
meados de 2007. A adoção da tecnologia RFID continua a
crescer, e os gastos em hardware e software irão aumentar no
final de 2006 e 2007 já que os benefícios reais estão
sendo verificados, segundo a empresa. Os analistas da Gartner lembram
que as empresas não devem ver o RFID como um substituto dos códigos
de barras. As duas tecnologias vão co-existir, aplicando-se uma
ou outra à situação mais conveniente. “No
geral, os códigos de barras são melhores para coletar
informações em processos bem estruturados e projetados,
como armazéns,” diz o senhor Woods. “No entanto,
as etiquetas RFID serão usadas para a coleta de informações
de recursos móveis e de processos de negócios não
estruturados e caóticos, em ambientes como hospitais, dando a
esses ambientes (com falta de planejamento sofisticado de processos
ou controle) a possibilidade de serem controlados sistematicamente”.
A tecnologia será
aplicada pelas empresas conforme a necessidade de cada uma, as de logisticas
e de remédios por exemplo tendem a adotar mais rapidamente que
as demais. Isso se deve a necessidade de combater a falsificação
de produtos. “Existe um foco significativo no uso de RFID na área
farmacêutica por causa do interesse do “US Food and Drug
Administration” de usar as etiquetas para ajudar a combater falsificação.
É provável que vejamos uma disseminação
das etiquetas em 2007,” citao senhor Woods (vice presidente da
Gartner).
Outras vertentes
do possível uso da tecnologia do RFID são discutidas a
seguir:
Há alguns
anos, é permitido em alguns países da Europa, como a Inglaterra,
a aplicação subcutânea de chips RFID para identificação
de animais de estimação – algo assim como uma coleira
eletrônica. Sabemos o quão mais ágeis os processos
podem tornar-se com a utilização do RFID. Essas etiquetas
funcionam basicamente como uma versão anabolizada dos já
conhecidos códigos de barra. Só que ao invés de
serem "lidas" por um leitor a laser, elas são capazes
de transmitir informações, de mercadorias, por exemplo,
por meio de rádio-freqüência. Já existem grandes
companhias que adotaram a tecnologia como uma forma de rastrear seus
produtos desde a origem até os depósitos e lojas. O problema
é que esses chips estão chegando perigosamente perto da
gente.
Os ministros dos
países membros a União Européia se puseram de acordo
quanto ao uso dos passaportes biométricos e os primeiros serão
emitidos até o final de 2006. Serão dotados de um chip
RFID que, além da identificação do portador (nome,
filiação, data e país de nascimento e coisas que
tais) conterá, inicialmente, sua foto digitalizada e dados faciais
(um conjunto de números, que representam uma intrincada relação
entre parâmetros característicos do rosto humano –
como distâncias e ângulos entre olhos, boca, nariz, maçãs
faciais – e outros dados antropométricos usados por uma
tecnologia de identificação denominada reconhecimento
de fisionomia). Dentro de três anos, o chip conterá também
a impressão digital digitalizada.
O governo dos EUA
determinou que a partir de outubro de 2005 todo cidadão natural
de um país isento da exigência de visto para entrar no
país deve portar um passaporte com dados biométricos (machine-readable)
capazes de serem lidos por uma máquina. O objetivo declarado
é dificultar a falsificação do documento e facilitar
a tarefa das autoridades de imigração, já que um
passaporte destes nem precisa ser exibido ao oficial de imigração,
mas em se tratando de um chip RFID, que emite permanentemente dados
que podem ser captados por sensores situados em um raio de alguns metros,
nada impede que seja usado para rastrear o indivíduo (ou, pelo
menos, seu passaporte) em qualquer região onde se implemente
uma rede de sensores.
Fonte:
Wikipedia